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Love of spring

Hoje era um dia comum de volta às aulas, mas não para mim. Vestia o uniforme do primeiro ano do ensino médio: uma saia pregada e uma blusa branca e com gravata, sob um terno. No ano novo, havia prometido queria me esquecer de Min Yoongi. Na verdade, fiz várias promessas que tenho certeza que não irei cumprir.

1 ano atrás.

Hoje é um dia especial, irei me declarar para o amor de minha vida. Fiz uma carta e fiquei acordada até 00:00 fazendo chocolates, cujo estavam escritos " Sarangheyo". Yoongi não olha para os lados em sala de aula, e isto é bom. Se não ele iria avistar os meus olhares descarados para ele.
O sinal tocou, esta é a hora de se declarar, Mya. Desde o quarto ano o observo, não posso mais ficar parada, nunca dialogamos e isto é a ápice. Esperava a saída dele, estava atrás dos arbustos. Finalmente chegou a hora, ele andava em passos moderados até a saída, e até isto me impressionava. O seu uniforme sempre desarrumado: terno aberto e sem a gravata. Aquilo era tão sexy. O seu cabelo desgrenhado era charmoso. O mesmo andava com a mão nos bolsos da calça e passava os dedos em seus fios ruivos. A sua mochila pendurada de lado de um jeito desleixado.
Umas meninas foram ao encontro de Min Yoongi, o mesmo passou pelo pequeno corredor de garotas fanáticas com vários presentes em mãos, como se elas não tivessem lá. Respirei fundo e corri até ele. Yoongi me olhou com seus olhos de ressaca e disse, com uma voz serena e sútil:

- O que foi desta vez? 

Fiquei corada e sem reação. Como ele poderia ser tão perfeito! Para tudo, ele falou comigo.

- Está falando comigo?

Ele tentou andar, mas eu o bloqueei e tirei da minha bolsa os chocolates embrulhados e a carta. Parecia um sonho. Estendi a carta e os cholates para ele, mas o mesmo me ignorou e seguiu em frente. Existe cura para amor não correspondido?
Várias pessoas passavam por mim e riam, os presentes fugiram das minhas mãos e um vento gélido passara por minha pele. Corri para a saída e peguei um Táxi, as lágrimas vinham e eu soluçava.
Atualmente.
Saí dos meua devaneios quando uma lágrima de dor caiu dos meus olhos. Limpei a lágrima e peguei a minha bolsa. Como eu posso ser tão idiota? Os meus sentimentos por ele não mudaram. Pior, se itensificaram a cada minuto das férias. Cheguei na escola e entrei na nova sala. Tinha resolvido ir para a mesma escola dele, mas duvidava se fora uma escolha sábia. Fui até as minhas amigas.

- Annyong! - digo animada

- Ainda não acredito que nos obrigou a vir para cá por causa daquele estorvo. - Dwa reclamava.

- Você está nos devendo! - Sya bufava.

- Sabia que o Suga não está estudando aqui? - Kinwan chegou de surpresa, era o meu melhor amigo.
O mundo parecia estar girando e a minha pressão abaixou violentamente, Kinwan me segurou e não enxergava mais nada.

Depois daquele dia, comecei a ter desmaios crônicos. Yoongi era o meu amor de primavera. Os seus raios de sol me aqueciam e me confortavam. Era as flores de cerejeira que davam a pigmentação da primavera. Sem ver ele por muito tempo, a primavera não fazia sentido. O meu mundo não se aquecia, as flores não desabrochavam. Me sentia fria, não só emocionalmente, mas sim de dentro para fora.  
Eu e minha família perdemos a nossa casa, quando estávamos no Japão. Japão é minha cidade natal, tenho boas lembranças de lá. Fui obrigada á esquecer Min Yoongi, pois fazia tempo em que eu não o via. Além de muitas vezes a distância ter me feito melancólica, acho que já posso passar por ele sem admirá-lo. 
Cheguei em minha nova casa, tenho 16 anos. Seul é uma boa cidade, mas sempre terá concorrência comercial. Lembrava de quantas vezes tentei me matar por causa dele. Superei a melancolia de não tê-lo só para mim. Me orgulhei muito disso, só depois de fazer 16 anos, superei por completo. Até hoje ainda me vejo perdida em pensamentos, mas me sinto feliz por não chorar como antes. Era estranho gostar de alguém sem nem ter conhecido a pessoa. 
Sentei-me no sofá de minha casa nova e respirei bem fundo, como se tivesse desesperada por oxigênio. A casa ficava em uma vila bem popular e segura. Faço faculdade de direito, e com certeza não tenho tempo para explorar Seul. Resolvi pedir uma pizza. Peguei o meu celular e pedi uma pizza mista. Vinte minutos depois: a minha campainha tocou. Levantei-me com o dinheiro em mãos, ajeitei o meu pijama um pouco ousado. Abri a porta e o meu dinheiro caiu no chão. Catei as moedas e as notas que caíram no chão. O meu cabelo caía em meu rosto, dificultando a minha visão, me obrigando a colocar o cabelo atrás das orelhas. O rapaz tocou em minha mão e nos levantamos juntos. Olhei para o seu rosto e quase tive um infarto.

- Tudo bem? - O ladrão do meu coração indagou.

A minha boca estava aberta e eu tremia. Yoongi vestia blusa cor de ketchup, um boné branco e uma calça bege. Causava discrepância com o antigo Yoongi do colegial.
Desmaiei e vi apenas o preto dominar a minha visão. Acordei no sofá, e um ser angelical espremia um pano branco e colocava em minha testa. Olhei para os lados e percebi que não poderia ser o sofá. Então, percebi que estávamos em meu quarto. 

- Está melhor?

Sempre desejei ouvir a voz dele. Depois de tantos anos ele falou comigo. Os seus fios scarlets reluziam e eu apenas sorria.

- E-Eu estou bem! 

Ele sorriu e tentou levantar-se, mas sentou-se de novo.

- Mya, você estudou comigo... pensa que me esqueci?

Os meus olhos transbordaram de lágrimas.

- O-O quê? - Digo com a voz falha.

Ele bufou e me deu um selinho.

- Eu fiquei noites pensando em você, me torturando apenas por não ter lhe dado uma chance. Aliás, eu te acho fofa.

- M-Mas... - as lágrimas ainda desciam.

- Quer mesmo que eu digo?  - Ele sorriu - lhe darei uma chance.

- Sério? - Os meus olhos brilharam.

- Baka! - Bagunçou o meu cabelo. - Hoje cuidarei de você.

- E-Eu... ser c-cuidada... Yoongi... V-você... 

Gaguejava.

Yoongi limpou as minhas lágrimas e ergueu a minha cabeça.

- Eu era idiota na época... 

Solucei mais uma vez.

- Para com isto! Odeio te ver chorar... não quero te ver chorar... 

Sorri e fechei os olhos com força, deixando uma última lágrima cair.

- Estou chorando de felicidade.

Yoongi se deitou ao meu lado, acariciou o meu cabelo até o sono me dominar. Beijou a minha testa e murmurou " eu te amo".
Que ironia do destino. Me enganaste desde o ínicio, me fizeste de boba e no final me prepara esta surpresa. 

Atualmente.

Me ampararam e logo estava estirada sobre a cama da enfermaria. Contei tudo o que aconteceu para Dwa e Sya. Kinwan estava com raiva de mim, ele sentia um certo ciume. As duas estavam levantadas ao lado da cama branca e, ele, estava sentado sobre uma cadeira transparente. O seu rosto vermelho e seus olhos puxados estávam semicerrados. Ombros tencionados e de braços cruzados, olhava para as suas pernas esticadas. Respirei fundo, ainda sentindo tontura.

- Isso foi um sonho! - Dwa garantiu.

- É... ele não... - fora enterrompida por mim antes de acrescentar algo.

- Eu sei! Prometi que iria esquecê-lo. Prometi várias coisas em relação á Yoongi. Mas isto aconteceu! Não é um sonho! E-Ele apenas foi embora! - As duas me encararam céticas. - Qual é!! - gritei.

Estava furiosa. O meu sangue ameaçava furar os meus tecidos, o meu rosto ardia. As lágrimas cutucavam as bolsas dos meus olhos. Como elas poderiam dúvidar de mim?

- Acho que é melhor acharmos um psicólogo. - Dwa me olhou com pena, acaríciando o meu cabelo.
Kinwan se levantou com brutalidade, deixando a cadeira cair no chão.

- CHEGA! - sua voz retumbara. - Eu sempre estou aqui, Mya! Você é cega? Ele não gosta de você - sua voz fraquejou. - Eu te amo, Mya!

Os seus olhos estavam vermelhos. O olhei com curiosidade e medo. Não sabia o quão me amava, mas me deixava receosa no requisito amizade. Ele marchou até a porta e bateu-a com força. O ar ficou pesado e um clima tenso se espalhara pelo cômodo.

- Vamos atrás dele, tudo bem? - Sya avisou.

As duas saíram da sala com um semblante triste e melancólico. Fechei os olhos, desejando que Yoongi chegasse logo, pelo menos para afirmar que foi verdade. Isto não aconteceu... e foi assim que os anos se passaram depressa. As luas cheias revezavam o céu com as outras luas, o mês passava e a primavera parecia monótona. Até hoje Kinwan não falara comigo, e percebi que a cena romântica entre Yoongi e eu, não acontecera. Diálogos com psicólogos me fez acreditar que foi coisa do meu subconsciente. Andava pela grama afiada do Rio Han, estávamos em mais uma primavera monótona. Era casada com um empresário famoso, mas nem isto para sustentar o vazio deixado por Min Yoongi. A noite vinha de mancinho, até que ouvi uma gritaria perto das águas cintilantes do Rio Han. Corri e vi um senhor altivo e uma pança, robusto e calvo. Vestia um macacão de jeans sujo. Estava com uma arma apontada para um garoto menor do que ele. O menino estava todo de preto. Corri até lá e fiquei entre os dois. Quando olhei para o menino de preto, era Yoongi. Xinguei um palavrão baixo e Yoongi franziu o cenho.

-  Saia da frente senão eu atiro. - O homem alertava.

- Não! - tentava protegê-lo, ficanso na frente dele.

- Você é louca? - Yoongi indagou surpreso.

- Me chamo Mya e te amo desde p ensino médio. - Digo ainda de costas.

O homem revirou os olhos e apertou o gatilho em minha direção. Um barulho ensurdecedor ecoou, mas não senti nada. 

- Viu? Estou bem. - Me virei para ele e o mesmo estava assustado.

Senti de repente uma queimação em minha barriga, e uma formigação. Caí nos braços de Yoongi e o mesmo me colocou no chão, ainda segurando-me.

- Você é louca? - Ele indagara, ainda assustado.

Eu sorri por seu rosto ainda estar tão perto. O sorriso se fechou quando comecei a tocir sangue. Suga ligou para emergência e começou a beijar o meu rosto.

- Não morra... e-eu... minha culpa! Mya!

Ele gritou quando os meus olhos se fechavam, mas queria viver um último momento com ele.

- Diga... que... - Yoongi aproximou o seu ouvido de minha boca. O ar sumia, me esforçava para liberar a minha voz. -... me ama?

Continuava a tocir sangue.

- Mya, desculpe... mas não.

Um fiapo de cabelo inundou a  minha visão, até que Yoongi tirou os fios que tanto me atrapalharam e beijou a minha testa.

- E-Eu fui um idiota com você... queria conhecê-la mais um pouco. Quero que você viva! Não por mim... mas sim por sua própria vida. - Os seus olhos se encheram de lágrimas. - Se você morrer... eu nunca me perdoarei!

- Y-Yoongi... Sarangheyo. 

Dei para ele a carta que escrevi para ele no ensino médio e a caixinha de bombom que guardei. Eu era tão psicótica que sempre guardava-a comigo, era como se fizesse parte de mim. As mãos de Yoongi estavam marcadas com o meu sangue tão vermelho. 

- Mya! Não morra! Viva! Por favor. - Ele disse com sua voz embargada.

Ele me deu um selinho demorado, pela primeira vez na minha vida me senti calma. Algumas gotículas de lágrimas caíram do meu rosto e nos afastamos. Sabia que aquele selinho era de clemência, mas o meu coração insistia em bater mais forte ainda.

- Y-Yoongi... - continuei a acaríciar o seu rosto. - Você é tão... tão... doce.

Por fim, senti os meus olhos fecharem e a dor se distânciar. Ouvi um barulho de sirene se distânciando e as mãos firmes de Yoongi se afastando. A morte é tão inesperada... tão vazia... tão melancólica. É assim que a minha vida acaba?

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  1. Eu queria saber se a personagem vai morrer.....mais sua fic é Mara sinceramente....eu amo muito o Suga....acho ele muito calmo...e lindo mesmo quando não quer....e a mesma coisa é com Jungkook e Jimin.....amo muito BTS pra vc é 10000000000000000000000000000000000000000000000 chorei aqui mano....que linda!!😍

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